Título: A Filosofia do Punk - Mais do que Barulho Autor: Craig O'Hara Editora: Radical Livros Número de páginas: 202 pp. (75 fotos PB) Formato: 14 cm x 21 cm Capa: Cartão Supremo (250 g/m2) Miolo: pólen print (80 g/m2) Tiragem: 2.000 exemplares Lançamento: junho/2005
--> Considerado um "documento vil, rebelde e ofensivo" pela censura lituana quando da sua publicação naquele país, A Filosofia do Punk - Mais do que Barulho é o primeiro livro escrito por um participante da comunidade punk norte-americana a refletir profundamente sobre os princípios, crenças e contradições do movimento em seu viés político e social. Publicado nos Estados Unidos em 1992, A Filosofia do Punk - Mais do que Barulho já está em sua quinta edição naquele país e foi traduzido para o alemão, chinês, francês, lituano, russo, turco e, agora, português. Numa cuidadosa tradução com glossário e índice remissivo (não incluídos na edição original e preparados especialmente para o leitor brasileiro pela Radical Livros), A Filosofia do Punk - Mais do que Barulho é leitura fundamental para compreender um dos fenômenos mais duradouros e influentes da cultura popular, quase sempre pouco conhecido e mal interpretado. Tratando de temas como mídia, skinheads, anarquismo, questões de gênero, vegetarianismo, ecologia e ação direta, entre outros, A Filosofia do Punk - Mais do que Barulho apresenta uma visão não-distorcida e abrangente daquele que talvez seja o mais importante movimento musical popular dos últimos 25 anos.
"No geral, este é um estudo aprofundado dos valores punks e de como o punk vê um mundo careta. É excelente para entender o punk, especialmente os mais altos ideais aos quais aspirou" (MaximumRocknRoll)
trechos do livro: "Para começar, vou dizer o que acho que o punk não é: ele não é uma moda, um certo estilo de se vestir; uma fase passageira de falsa rebeldia contra seus pais; a última moda irada ou mesmo uma forma específica de estilo ou música, de fato. É uma idéia que conduz e motiva sua vida. A comunidade punk que existe o faz para apoiar e concretizar essa idéia através da música, da arte, de fanzines e outras formas de expressão de criatividade pessoal. E o que é essa idéia? Pense por si mesmo, seja você mesmo, não aceite o que a sociedade lhe oferece, crie suas próprias regras, viva sua própria vida."
"É verdade que os estilos tradicionais de vestimenta e da música punk rock são muitas vezes ofensivos e chocantes para o público comum, mas é um erro pensar no punk como um movimento guiado pelas aparências. Rebeldia negligente e temporária pode ser divertida, mas não é muito eficaz ou útil."
"Os punks straight edge se parecem mais com astros atléticos do colegial do que com o estereótipo do punk tradicional. Muitos straight edgers rejeitaram o punk por causa de sua imagem negativa e agora têm sua própria subcultura dentro da contracultura do punk. O que começou como uma maneira de melhorar o punk e fugir à pressão de grupo se transformou em uma cena de hipocrisia e mentes fracas."